quinta-feira, 6 de maio de 2010

Revolução Americana

Na passagem do século XVIII para o século XIX, com o declínio do Antigo Regime, o liberalismo político e econômico forneceu a base ideológica para a superação definitiva dos entraves que barravam o progresso capitalista. A era das revoluções, iniciada com aA revolta dos colonos ingleses da América do Norte contra a respectiva metrópole foi o resultado de um processo de progressivo amadurecimento, ao, longo do século XVIII, das condições que iriam determinar, no último quartel desse século, a luta em prol de sua independência.

Como colônias de povoamento, os estabelecimentos ingleses da América do Norte já diferiam, por sua natureza mesma, do restante das colônias européias na América, uma vez que se criou ali, desde cedo, uma classe de pequenos e médios proprietários agrícolas cuja lavoura de subsistência, vinculada quando muito aos mercados urbanos mais próximos, nada possuía em comum com o domínio metropolitano, em termos de dependência econômica.

O desenvolvimento de alguns centros do comércio marítimo, inclusive de construção naval, aliados às relações intensas estabelecidas com as Antilhas e a África, favoreceram uma burguesia mercantil e até mesmo um núcleo de burguesia industrial, a principio tolerados pela metrópole, possibilitando-lhe rápidos progressos, à sombra mesmo do Atos de Navegação.

Quando no século XVIII, por razões conjunturais, a Inglaterra resolveu apertar as rédeas e aplicar de fato os princípios mercantilistas às suas colônias norte-americanas, defrontou-se com a oposição de quase todas as camadas sociais ali existentes, direta ou indiretamente prejudicadas por aquelas mediadas, excetuando-se os grandes proprietários do sul, ligados à agricultura de plantation, essencialmente exportadora.

Na verdade, portanto, salvo raras exceções, a revolta foi efetuada pelas camadas sociais já dominantes nas colônias, não havendo ali a substituição em larga escala de uma classe por outra. Pequenos proprietários agrícolas e setores burgueses apenas desvencilharam-se da autoridade inglesa e das famílias ou pessoas a elas ligadas por tradição ou interesse político. Simultaneamente , porém, aqueles setores coloniais dominantes procuraram assegurar a sua própria retaguarda , bloqueando as reivindicações dos elementos mais pobres - principalmente no campo, os sem-terra; postergaram a solução do problema escravista , por se tratar de ponto verdadeiramente crucial para os grandes proprietários do sul, cuja adesão se pretendia assegurar.

Ideologicamente identificada com a burguesia européia dessa época, e talvez mais ainda com as idéias da Revolução Inglesa do século XVII, Revolução Americana conduziu à formação de uma República em que se procurou eliminar o excesso de autonomia dos Estados, antigas colônias, em beneficio da autoridade federal. Nada melhor do que os debates que presidiram à elaboração da Constituição Americana em seus aspectos econômicos, sociais, políticos e ideológicos. O seu caráter revolucionário talvez só possa ser entendido e aceito adotando-se uma perspectiva bem mais ampla que nos permita abranger também a "guerra civil americana", já na segunda metade do século XIX.

Revolução Francesa

Contexto Histórico: A França no século XVIII

A situação da
França no século XVIII era de extrema injustiça social na época do Antigo Regime. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza.

A França era um país absolutista nesta época. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na Bastilha (prisão política da monarquia) ou condenados à guilhotina.

A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores, camponeses e burguesia) que, como já dissemos, sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.

A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho.

A Revolução Francesa (14/07/1789)

A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.

O lema dos revolucionários era " Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.
Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793.O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.

No mês de agosto de 1789, a Assembléia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.

Girondinos e Jacobinos

Após a revolução, o terceiro estado começa a se transformar e partidos começam a surgir com opiniões diversificadas. Os girondinos, por exemplo, representavam a alta burguesia e queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. Por outro lado, os
jacobinos representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, os jacobinos eram radicais e defendiam também profundas mudanças na sociedade que beneficiassem os mais pobres.

A Fase do Terror

Em 1792, os radicais liderados por Robespierre, Danton e Marat assumem o poder e organização as guardas nacionais. Estas, recebem ordens dos líderes para matar qualquer oposicionista do novo governo. Muitos integrantes da nobreza e outros franceses de oposição foram condenados a morte neste período. A violência e a radicalização política são as marcas desta época.

A burguesia no poder

Em 1795, os girondinos assumem o poder e começam a instalar um governo burguês na França. Uma nova Constituição é aprovada, garantindo o poder da burguesia e ampliando seus direitos políticos e econômico. O general francês Napoleão Bonaparte é colocado no poder com o objetivo de controlar a instabilidade social e implantar um governo burguês.

Conclusão

A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. A Revolução Francesa também influenciou, com seus ideais iluministas, a independência de alguns países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.


GUERRA DA SECESSÃO

Guerra da Secessão - é como é conhecida a Guerra Civil ocorrida nos Estados Unidos de 1861 a 1865, entre os Estados do sul e os do norte, motivados pela abolição da escravatura.

A eleição do antiescravagista Abraham Lincoln (veja abaixo) para a presidência da República, em 1860, provocou a secessão dos Estados escravagistas do sul, que criaram em Richmond uma confederação liderada por Jefferson Davis.

A guerra começou quando forças confederadas comandados por Lee (veja abaixo) atacaram o Fort Sumter, um posto militar americano na Carolina do Sul, em 12 de Abril de 1861, e terminaria somente em 28 de junho de 1865, com a rendição das últimas tropas remanescentes da Confederação

Os sulistas venceram em Richmond e Fredericksburg, mas fracassaram em Gettysburg (julho de 1863). Enquanto sua frota, sob as ordens do almirante Farragut, tomou New Orleans (1862) e bloqueou os portos do sul, os nortistas ou federados, comandados por Grant (veja abaixo), penetraram a oeste no vale do Mississípi, apoderando-se de Vicksburg (julho de 1863) e Chattanooga (novembro), separando da confederação os Estados a oeste do Mississípi.

Sherman, após tomar Atlanta, atingiu o Oceano Atlântico em Savannah (dezembro) e venceu Johnstan em Betonville. As tropas de Grant tomaram Petersburg (abril de 1865), forçando Lee, cercado em Appomattox, a capitular em 19 de abril. A guerra deixou cerca de 620 mil mortos nos EUA, na época cerca de 2% da população americana, o mesmo total de mortos norte-americanos nas duas Guerras Mundiais (saiba mais).

Destacamos que Tex participou meio forçadamente da Guerra da Secessão. Na época mais jovem, nosso personagem faz dupla com Dick Furacão e entrou para as fileiras dos nortistas como batedor do exército, por achar que era a causa mais justa. Esse episódio foi contado na aventura Entre Duas Bandeiras, magistralmente escrita por G.L.Bonelli e desenhada por Galep (veja TEX-053,TEX-054, TEX-055 ou TXC-160, TXC-161, TXC-162 e TXC-163).

Uma outra história enfocou esse mesmo tema, retratando uma trágica passagem da guerra, aventura que recebeu no Brasil o título "A Planície da Traição" e que nos revela fatos sobre a batalha do Passo de Glorieta, quando Tex, Dick Furacão e um tenente sulista se juntam para salvar centenas de vidas (veja ATX-002).

LINCOLN, Abraham - nasceu perto de Hodgenville, no Kentucky, em 1809. Político influente norte-americano, era advogado e membro do Partido Liberal Conservador (Whig) e admirador de Jacson. Foi deputado de 1846 a 1848 e, a partir de 1854, aderiu ao novo Partido Republicano e juntou-se a uma campanha antiescravagista de grande repercussão. Sua eleição para a presidência dos EUA (1860) provocou a secessão dos dez Estados do sul e, em seguida, a guerra civil, que terminou somente em 28 de junho de 1865, com a derrota dos sulistas. Ironia do destino: cinco dias mais tarde, Lincoln, que havia sido reeleito, foi assassinado. Esse episódio mereceu especial atenção de Nizzi, que em parceria com José Ortiz, nos apresentou a aventura "Os Homens que Mataram Lincoln", uma história que vem à tona muitos anos depois do assassínio de Lincoln e que vem parar por acaso nas mãos de Tex e de Carson, os únicos que podem impedir que documentos explosivos caiam em mãos erradas (veja TEX-363, TEX-364 e TEX-365).

GRANT, Ulisses Simpson - nasceu em 1822, em Point Plesant, no Ohio e foi o general que chefiou os exércitos nortistas no início da Guerra da Secessão. Derrotou os confederados sulistas em Belmont e apoderou-se dos fortes Donelson e Henry (1862). Em 1863 ocupou Vicksburg e o vale do Mississípi. Comandante do exército nortista, depois da guerra foi nomeado general do Exército dos EUA (1868) e Secretário da Guerra. Nesse mesmo ano foi eleito presidente dos EUA, apoiado pelos republicanos radicais, reelegendo-se em 1872. Sua presidência foi marcada pelo fortalecimento do capitalismo industrial e pela resistência sulista contra as transformações ocorridas depois da guerra: foi nesse período que a Ku-klux-klan começou a agir contra os carpet-baggers e contra a introdução do "sistema dos espólios". Grant faleceu em Mount MacGregor, próximo de Saratoga, Nova Iorque, em 1885.

LEE, Robert Edward - nasceu em 1807, em Stratford, na Virgínia e foi o general norte-americano que chefiou os exércitos sulistas durante a Guerra da Secessão. Venceu os nortistas em Richmond, em Fredericksburg (1862), em Chancellorsville (1863) e marchou sobre Washington. Foi derrotado em Gettysburg (1863), tendo que capitular em Appomattox (1865). O general Lee morreu em Lexington, na Virgínia, no ano de 1870.